Projeto Artes Plásticas em Vista Alegre - Cataguases
Quero expor durante a execução dos vídeos abaixo, minha experiência ao ministrar oficinas de Artes Plásticas, em 1996, para crianças e jovens de Vista Alegre, distrito de Cataguases, estado de Minas Gerais. Talvez o olhar estético da arte tenha mudado suas existências; quem sabe aqueles dias de exercícios de criação e arte tenham determinado nestes jovens um modo mais feliz e lúdico de ver e viver a vida. Estou postando esse vídeo na expectativa de que estas crianças e jovens, depois de 16 anos, possam entrar em contato comigo e compartilhar comigo um pouco de suas experiências de vida.
Em breve estarei postando mais vídeos da mesma época.
Há mais de dez anos eu vim com minha família morar em Ouro Preto, incentivado pela cidade ligada à joalheria, à cultura, à arte e ao conhecimento. Antes de vir, passei mais de dois anos em uma linda chácara em Vista Alegre, distrito de Cataguases. Uma comunidade rural onde fiz muitos amigos.
Na época fiz uma viagem a Santa Rita de Ouro Preto e comprei cerca de 2 mil quilos de pedra sabão e descarreguei no terreiro. Trabalhei nessas pedras nos intervalos em que me dedicava à joalheria, fazendo várias esculturas.
Tive três trabalhos selecionados para a 1ª Bienal de Arte Contemporânea, em Cataguases (1997) e junto com outros artistas fundamos o G-15 para divulgarmos nosso trabalho. Fizemos várias exposições na região e me desliguei desse grupo quando fui discriminado para uma exposição em Brasília, por motivos políticos, inclusive com anuência de meus pares.
Estou postando hoje (por vários motivos) algumas fotos de esculturas que fiz nesta época. Um desses motivos é que daqui há alguns meses estarei envolvido novamente com a pedra sabão, agora como coordenador e professor na implementação do Curso de Gestão de Negócios do Artesanato em Pedra Sabão (tecnologias limpas) do IFMG campus Ouro Preto (onde sou coordenador e professor do Curso Técnico de Joalheria EJA, o primeiro curso público e gratuito de joalheria do Brasil) em parceria com várias outras instituições.
Estou muito motivado e com saudades da lida com a pedra sabão, que pretendo retomar como hobby em breve.
Unidade Protótipo de Tecnologias Limpas para a Arte em Pedra-sabão
Mata dos Palmitos
Ouro Preto - Minas Gerais
BRASIL
A APL da Pedra-sabão na região de Ouro Preto emprega hoje, direta e indiretamente, quase 20.000 pessoas e movimenta cerca de 13 milhões de dólares, fazendo com que o negócio da pedra-sabão seja uma das atividades mais importantes para as camadas populares da região, pois envolvem em sua maioria, pessoas simples ligados ao artesanato. Porém não é mais possível conviver com os altos índices de doenças pulmonares, impactos agressivos ao meio ambiente, falta de sustentabilidade econômica dos artesãos e excesso de acidentes físicos (cortes, amputações, quedas etc.) oriundos de um setor que carece de suporte técnico, que precisa de atenção do estado no sentido de dar sustentabilidade a um negócio que existe a mais de século, que remonta aos primeiros habitantes da região do Vale do Itacolomi.
Vários orgãos de governo como o CETEM (Centro de Tecnologia Mineral, vinculado ao MCT - Ministério de Ciência e Tecnologia); DNPM MG (Departamento Nacional de Produção Mineral de Minas Gerais); UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto); GESCOM (Gestão de Conflitos com a Mineração do MMA - Ministério do Meio Ambiente); PMOP (Prefeitura Municipal de Ouro Preto) e demais instituições públicas e privadas (IDRC - International Development Research Center do Canadá; IBC - Instituto Brasileiro de Crisotila; SAMA Mineração - Minaçu, GO) se empenharam ao longo de vários anos em estudos e pesquisas, e hoje tem uma proposta bem fundamentada e factível, que se cristaliza na Unidade Protótipo de Tecnologias Limpas para a Arte em Pedra-sabão no subdistrito da Mata dos Palmitos em Santa Rita de Ouro Preto.
O Instituto Federal de Minas Gerais Campus Ouro Preto vem se associar a esses esforços, nesse momento, e oferecer um curso de capacitação continuada aos artesãos de Mata dos Palmitos sob a coordenação da CODAJOIA (Coordenadoria da Área da Joalheria), para se tornar mais um agente nesta rede social que vem se formando ao longo desses anos e definitivamente, juntos, podermos encontrar um caminho viável para essa atividade sócio-cultural. A Economia solidária, o Comércio Justo e o Consumo crítico e consciente são movimentos sociais de extremo valor para empreendimentos como o de Mata dos Palmitos, que se sustentam através do cooperativismo, e que têm na autogestão e na sustentabilidade ambiental seu valor máximo e democrático. A CODAJOIA se empenha nesse curso com a esperança de estar contribuindo por um mundo mais justo, mais democrático, e principalmente, almejando o sucesso de todos os artesãos da pedra-sabão que fazem desta "Arte" um modo de vida.
No dia 18 de novembro de 2009, no Santuário da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, foram entregues as "Medalhas do Aleijadinho", projetadas e confeccionadas pelos alunos da Joalheria (CODAJOIA) do Instituto Federal Minas Gerais - IFMG Campus Ouro Preto, coordenado pelo professor Bené Devêza. Estiveram presentes na cerimônia o Diretor Geral pró-tempore do IFMG Campus Ouro Preto, o professor Arthur Versiani, e os alunos do Curso Técnico de Joalheria EJA, Inti Perroni (2º ano) e Roseli Cunha (1º ano).
A homenagem é conferida em memória do genial escultor ouro-pretano Antônio Francisco Lisboa, que, pelo incomparável acervo artístico legado à nação brasileira e ao mundo, foi declarado Patrono das Artes do Brasil. A cerimônia de entrega das medalhas é o reconhecimento a pessoas e entidades que se destacam na proteção e difusão das artes em Ouro Preto, e é realizada no aniversário da morte de Aleijadinho, que completa 195 anos em 2009.
Os agraciados foram a Diretora de Cultura da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP), Sandra Fosque Sanches, a Fundação Vitor Dequech, representado pelo seu presidente José do Nascimento Júnior, que também é presidente do Instituto Brasileiro de Museus, o Deputado Federal José Fernando Aparecido de Oliveira e o artista plástico ouro-pretano Vicente de Paulo Castro, mais conhecido como "Bié".
foto Neno Vianna - Barrocoprees
A medalha consiste em uma "cruz de malta", símbolo lusitano, sobreposta pelos três anjos que evocam a fachada da Igreja de São francisco de Assis e que historicamente passaram a ser uma espécie de assinatura do grande mestre Aleijadinho.
Claude Lévi-Strauss, considerado o pai da antropologia moderna, morreu em Paris aos 100 anos de idade. Ele viveu no Brasil nos anos 30, de onde tirou a inspiração para escrever ´Tristes Trópicos`.
Foi anunciada nesta terça-feira (3) a morte do antropólogo Claude Lévi-Strauss. A informação é da editora do intelectual, pela qual o falecimento teria ocorrido entre sábado e domingo. Criado em Paris, ele nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908. Fundador da Antropologia Estruturalista, é considerado um dos intelectuais mais relevantes do século 20.
Membro de uma família judia francesa intelectual, Lévi-Strauss estudou Direito e Filosofia na Sorbonne, em Paris. Lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo (USP), de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central.
Ali passou breves períodos entre os índios bororós, nambikwaras e tupis-kawahib, experiências que o orientaram definitivamente como profissional de antropologia.
Fez parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.
Lévi-Strauss passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos.
Jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como única. Enfatizava que a mente selvagem é igual à civilizada.
As contribuições mais decisivas do trabalho de Lévi-Strauss podem ser resumidas em três grandes temas: a teoria das estruturas elementares do parentesco, os processos mentais do conhecimento humano e a estrutura dos mitos.
Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17º Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha.
Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".
"O mundo já significava muito antes do homem dar algum significado a ele"
Completam-se hoje vinte e cinco anos sobre o desaparecimento de Michel Foucault. O filósofo, que nascera em Poitiers, em 15 de Outubro de 1926, morreria no Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris, em 25 de Junho de 1984, às 13.15 h, segundo o comunicado médico oficial, que faz referência a uma septicemia, omitindo, a pedido da família, que ele falecera vítima de Aids.
A extraordinária trajetória de Michel Foucault. Começou a evidenciar-se como menino do coro, ajudando à missa na sua paróquia, e acabou como professor do Collège de France e da Universidade de Califórnia (Berkeley), após uma vida ao serviço do ensino, não só nos EUA e na França, mas também na Suécia, no Brasil, na Alemanha e na Tunísia.
Várias vezes esteve no Brasil, onde realizou conferências e firmou amizades como a de Roberto Machado. Foi no Brasil que pronunciou as importantes conferências sobre A verdade e as formas jurídicas, na PUC do Rio de Janeiro.
Foi aluno de Jean Hyppolite, importante filósofo que trabalhava o hegelianismo na França. Estudou na Escola Normal Superior da França, a partir de 1946, onde conhece e mantém contatos com Pierre Bourdieu, Jean-Paul Sarte, Paul Veyne, entre outros. Nesta mesma Escola, Foucault foi também aluno de Maurice Merleau-Ponty. Passado dois anos, Foucault graduava-se em Filosofia na Universidade de Sorbonne. Em 1949, Foucault se diploma em Psicologia e conclui seus Estudos Superiores de Filosofia , com uma tese sobre Hegel, sob a orientação de Jean Hyppolite.
Em 1950, o pensador aderiu ao Partido Comunista Francês seguindo seu amigo Louis Althusser, sua posição estava tão longe de ser ortodoxa que não foi estranho a ninguém que ele deixasse o comunismo tão rapidamente como havia ingressado. Nunca foi um esquerdista típico; suas posições políticas escandalizaram tanto aos conservadores quanto aos progressistas.
No ano seguinte, Foucault torna-se professor de psicologia na Escola Normal Superior, onde tem como alunos Derrida e Paul Veyne. Neste mesmo ano ele trabalha junto ao Hospital Psiquiátrico de Saint-Anne. Também na década de 1950, evidencia-se a afinidade de Foucault pelas artes. Podemos observá-lo estudando o surrealismo, por exemplo, em 1952 e René Char em 1953. Mais ou menos nesse período, Foucault segue o famoso Seminário de Jacques Lacan.
Em 1955, mudou-se para Suécia, onde conheceu Dumézil. Este contato foi importante para a evolução do pensamento de Foucault. Conviveu com intelectuais importantes como Jean-Paul Sartre, Jean Genet, Canguilhem, Gilles Deleuze, Merlau-Ponty, Henri Ey, Lacan, Binswanger, etc. Maurice Blanchot e Georges Bataille aproximam Foucault de Nietzsche, ao mesmo tempo em que ele recebe seu diploma em Psicologia Experimental (fase em que Foucault se aplica a Janet, Piaget, Lacan e Freud). Começa, então, a fase mais produtiva, no sentido acadêmico, na vida de Foucault. Fase esta que vai até o final da década de 1970.
Filósofo, sociólogo, historiador, Foucault é um dos mestres maiores do pós-estruturalismo, etiqueta que, aliás, não apreciava, considerando o seu pensamento como uma história crítica da modernidade.
Da sua obra vasta e profunda, podem distinguir-se:
- História da Loucura na Idade Clássica, 1961
- As Palavras e as Coisas, 1966
- A Arqueologia do Saber, 1969
- Vigiar e Punir, 1975
- História da Sexualidade I, II e III (1976, 1984 e 1984), cujo volume IV não chegou a ser publicado. Posteriormente foram editados Ditos e Escritos, compilação dos seus cursos e textos dispersos.
Incide essencialmente a obra de Foucault sobre o poder e as suas relações com a sexualidade e a loucura, tendo-nos fornecido, através dos seus estudos e pesquisas, um panorama novo sobre matérias até então "tabus" pelas super-estruturas e que, após Foucault, não mais puderam ser encaradas como anteriormente.
O ponto de vista original que caracteriza a indagação foucaultiana, seu olhar pouco habitual no mundo do pensamento é, contudo, freqüente no universo da literatura. Se poderia dizer que Foucault é o mais literário dos filósofos e o mais filosófico dos escritores. Muitas de suas referências “teóricas” são literárias.
Morreu Michel Foucault com 57 anos, demasiado cedo para ele e para o mundo, após uma vida riquíssima e intensíssima de experiências intelectuais e humanas. Deixou uma obra, parcialmente traduzida em português, que deveria ser devidamente lida e cuidadosamente meditada.
Que esta brevíssima evocação a Foucault possa contribuir para estimular o estudo da sua obra.
Ontem, dia 24 de junho, terminei minha participação no curso de disciplina isolada em Estética e Epistemologia do curso de mestrado em Filosofia da arte no IFAC, ministrado pelo prof. Gilson Iannini. Ainda falta entregar o trabalho final.
Foucault, figura onipresente em todas as aulas do curso através dos seus pensamentos e teses, e principalmente
hoje, dia 25 de junho, quando faz 25 anos de sua morte, foi convidado a integrar nossa mesa de estudos para a fotografia derradeira. Confira abaixo.
A pedidos de algumas pessoas estou postando alguns modelos de anéis confeccionados pelos meus alunos dos cursos da área da joalheria do IFMG Ouro Preto.
Algumas pessoas estão curiosas para saber como o curso conduz o ensino da joalheria e qual o resultado prático nas habilidades e competências dos alunos. As joias que estão no vídeo são da linha clássica e portanto de domínio público, o que nos reserva o direito de não publicarmos os modelos contemporâneos e modernos.
Estarei sempre postando alguns modelos possíveis de exposição, mas quem quiser conhecer mais sobre o curso e sua linha de modelos de jóias é só agendar pelos emails que estão na coluna a direita do Blog. No Laboratório de Ourivesaria do IFMG mantemos uma vitrine permanente com modelos confeccionados pelos alunos.
Hoje estou postando algumas fotografias dos alunos do 1º ano do Curso Técnico de Joalheria PROEJA 2009 do Instituto Federal Minas Gerais Campus Ouro Preto.
Eles estão assistindo a uma aula de Mineralogia com o professor Gilberto Machado no Laboratório.
Os alunos estão demonstrando muita determinação no início do curso, o que me faz acreditar que esta turma terá muito sucesso.
Todos curiosos, participativos, interagindo com perguntas e trazendo suas experiências de vida.
Os alunos que já trabalham no ramo e mesmo aqueles que não têm experiência alguma em joalheria, surpreenderam pelo nível das indagações.
Tenho que parabenizá-los pela dedicação e alegria que enfrentam as aulas, mesmo depois de um dia de trabalho exaustivo em seus empregos e em suas labutas diárias.
Assista ao vídeo abaixo e conheça quem são esses vencedores.
As pessoas que quiserem conhecer o meu trabalho, minha joalheria, meus ideais culturais, minhas marcas, têm que iniciar por Cataguases. Nesta cidade meus alicerces se construíram e por muito tempo de minha infância pensei o mundo à imagem de Cataguases; e, somente quando saí no início da adolescência, para estudar fora, que percebi sua singularidade. Hoje falo sem saudosismo porque entendo que ela está dentro de mim, faz parte do meu “ser”, dos meus sentidos, deste meu apreço pelo devir. Crescer em Cataguases tem significado literal; o olhar é condicionado para frente, para o novo. Por essas ruas corri, me machuquei, brinquei, me conheci e conheci pessoas diferentes iguais a mim; senti a presença incômoda das obras de arte e da arquitetura modernista que me indagava, no fundo, por decifrar os seus códigos. Admito que até hoje procuro por respostas, talvez porque elas não existam. Os anos passam e cada vez que dirijo um olhar elucidador, suas formas já não são as mesmas. O meu olhar não é o mesmo. Cataguases e suas infinitas interpretações. A todos os meus professores agradeço, com um carinho especial ao Professor Ady Resende.
Hoje estou postando um vídeo sobre Cataguases para vocês conhecerem um pouco da minha cidade, sua história cultural, suas obras de arte e sua arquitetura modernista. Peço aos meus alunos uma atenção especial ao vídeo, porque espero que os incentivem a conhecer mais sobre o movimento modernista brasileiro.
CEFET Ouro Preto agora é Instituto Federal Minas Gerais Campus Ouro Preto
A história da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica começou em 1909, quando o então presidente da República, Nilo Peçanha, criou 19 escolas de Aprendizes e Artífices que, mais tarde, deram origem aos centros federais de educação profissional e tecnológica (Cefets).
No ano de seu centenário, a rede federal dá mais um salto de qualidade. Desde 29 de dezembro de 2008 , 31 centros federais de educação tecnológica (Cefets), 75 unidades descentralizadas de ensino (Uneds), 39 escolas agrotécnicas, 7 escolas técnicas federais e 8 escolas vinculadas a universidades deixaram de existir para formar os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.
São 38 institutos federais presentes em todos estados, oferecendo ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. Também integram os institutos as novas escolas que estão sendo entregues dentro do plano de expansão da rede federal.
Assista ao vídeo abaixo onde o Reitor Caio Bueno faz palestra em Bambuí sobre o recém criado Instituto Federal Minas Gerais.
A sede do Instituto Federal Minas Gerais será em Belo Horizonte
Uma cidade enlameada pelas chuvas, prejuízos materiais e morais.
Mesmo com o nível do córrego subindo, Gilson resiste para sair.
Poderá a arte se manifestar neste ambiente de humilhação e descaso público?
O altar do homem que resiste se mistura com o do artista que se expande.
A Arte está no arranjo, na forma, nos detalhes e na intenção.
Todas as amarras, os arranjos e instalações do acampamento parecem obedecer a um critério estético singular.
No meio do lixo, pendrive e fone de ouvido viram pingentes e cordões; fios contorcidos e os mais variados materiais se transformam em pulseiras e anéis. Uma calculadora quebrada vira mágica para alguém que não tem números para contabilizar. A Arte norteia os precários sentidos.
Fruto do descaso público, das alucinações, da demência, do alcoolismo, da marginalidade, Gilson se enfeita com o lixo moderno, enfeita a árvore que lhe serve de abrigo com madeiras torneadas, às margens do córrego em vias de transbordar.
CDs, DVDs e até uma coroa de bicicleta serviram de móbile para enfeitar seu lugar.
As marcas da idade, do descaso, do abandono, das doenças, dos vícios, não fazem o homem perder sua capacidade de criar e se recriar e nós, como sociedade, refletir sobre os limites toleráveis de agressão à dignidade humana.
"O Estado não precisa ser mínimo, precisa ser o suficiente".
Churrasco de confraternização dos alunos da Qualificação em Ourivesaria Artesanal do CEFET Ouro Preto.
Caros amigos,
Neste último domingo, dia 31
de novembro de 2008, houve um encontro de confraternização dos alunos da
Qualificação em Joalheria
Artesanal do CEFET Ouro Preto na casa de Cláudia Rosária
em Santo
Antônio do Leite, distrito de Ouro Preto.
O lugar não poderia ser
melhor, rodeado de natureza, numa casa acolhedora, muita fartura de comidas
e bebidas e o churrasco rolou o dia inteiro. Ouvi dizer que algumas pessoas
ficaram até de madrugada.
Foram horas maravilhosas,
muita alegria e descontração e podemos estreitar mais ainda os laços de amizade
que já nos une desde de o começo do curso. Infelizmente um dos alunos, Carlos
Henrique, não pôde ir e sua falta foi muito sentida.
Agora neste momento que estou
escrevendo, posso confidenciar que um sentimento de saudade já me bate,
sabendo que a partir do dia 19 de dezembro com o fim do curso, já não
teremos a convivência diária tratando de Joalheria, paixão pela qual nos
uniu. Este Blog também tem por finalidade não perder este vínculo com os
amigos, servindo como elo de união entre os alunos, ex-alunos e apaixonados
pela arte da Joalheria.
No dia 22 de novembro de 2008, no sábado passado, a turma do Curso Técnico de Joalheria (EJA) do CEFET-OP fez uma visita ao Museu de Artes e Ofícios em Belo Horizonte.
O Museu de Artes e Ofícios – MAO – é um espaço cultural que abriga e difunde um acervo representativo do universo do trabalho, das artes e dos ofícios do Brasil. Um lugar de encontro do trabalhador consigo mesmo, com sua história e com o seu tempo. Iniciativa do Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG, em parceria com o Ministério da Cultura e a CBTU, Companhia Brasileira de Trens Urbanos, o MAO preserva objetos, instrumentos e utensílios de trabalho do período pré-industrial brasileiro.
Foi uma ótima escolha visitar este museu porque os alunos compararam as profissões atuais com as profissões do passado onde o trabalho artesanal era a principal característica. Já que a profissão de Joalheiro tem um componente forte no artesanato os alunos puderam ver o quanto era difícil a profissão de ourivesaria já que as ferramentas da época eram escassas e mal acabadas e muitas vezes feitas pelo próprio ourives. A área temática que mais me chamou a atenção foi a “Ofícios do Fogo” pois tem uma relação direta com a profissão de Joalheiro.
Esta visita foi acompanhada pelo prof. José Porfírio (Educação Física e Qualidade de Vida) e por mim (Ourivesaria Artesanal e coordenador da Área de Joalheria). A viagem foi de ônibus e motorista do CEFET-OP.
Abaixo algumas fotos desta visita técnica.
Na entrada do Museu de Artes e Ofícios.
Em Frente ao MAO.
Alunas do Curso de Joalheria (EJA) do CEFET-OP em visita técnica em BH.
Abaixo mostrarei fotos de algumas peças do acervo de Ourivesaria que estão expostas no MAO.